Um Espaço de Eventos com Estrutura Completa, mas Sem Visibilidade de Retorno
O cliente é um espaço de eventos localizado na região metropolitana do Rio Grande do Sul, especializado em receber casamentos — com estrutura própria de local, buffet completo e DJ para entregar a experiência de ponta a ponta aos noivos.
Antes da entrada da V4 Mundim, o cliente já investia em tráfego pago — mas sem estrutura de mensuração. Não havia clareza sobre quantos leads gerados pelos anúncios efetivamente viravam venda, nem qual era o retorno real de cada real investido. Um problema comum: a campanha até rodava, mas ninguém sabia se estava dando lucro.
Por padrão de sigilo, não identificamos o nome do espaço de eventos neste conteúdo — como fazemos com todos os clientes da V4 Mundim & Co.
Duas Fases: Estruturar Primeiro, Medir Depois
O projeto foi dividido em duas fases claras — uma decisão deliberada. Não faz sentido medir retorno de uma operação de tráfego que ainda não tem volume e qualidade de lead consolidados. Primeiro se estrutura a máquina de geração de lead; depois se conecta essa máquina à mensuração de venda.
Estruturação de Tráfego
Início da gestão com Meta Ads, com inclusão do Google Ads a partir de outubro. Foco em volume e qualidade de leads para alimentar o funil de vendas — sem essa base, qualquer tentativa de medir ROI seria prematura.
Mensuração e Crescimento
Implementação do acompanhamento de faturamento por venda fechada, permitindo calcular o retorno real sobre cada real investido em anúncios — a virada que transformou a operação de "campanha rodando" para "canal de vendas mensurado".
Nos 4 primeiros meses (set–dez/2025), o faturamento ainda não era metrificado por venda. A partir de janeiro de 2026, esse controle passou a existir mês a mês — o que permitiu, pela primeira vez, enxergar o retorno real do investimento em tráfego. Os números de ROI deste case referem-se ao período de Jan–Jul/2026, justamente por essa razão.
O que Foi Feito na Prática
Gestão de Meta Ads
Campanhas segmentadas para o público de noivos em fase de decisão de local, com testes contínuos de criativos e públicos ao longo dos 11 meses.
Gestão de Google Ads
Captação por intenção de busca ativa — quem já está pesquisando espaço de eventos — ampliando o alcance para além das redes sociais a partir de out/2025.
Otimização de CPL
Acompanhamento e ajuste constante do custo por lead em cada canal, redistribuindo verba continuamente para o canal de melhor performance.
Mensuração de Faturamento
Conexão entre leads gerados e vendas efetivamente fechadas, tornando possível calcular o retorno real sobre o investimento — não apenas custo por lead.
11 Meses de Gestão Contínua
Desde setembro de 2025, o investimento total acumulado em tráfego pago foi de R$ 20.602,35. O volume de leads captados no mesmo período chegou a 1.999 — mais que dobrou ao longo da parceria, com o custo por lead se mantendo em patamar saudável mesmo com o aumento gradual de investimento.
Esse é um padrão que costuma surpreender quem está de fora: normalmente, aumentar investimento pressiona o CPL para cima. Aqui, o crescimento de verba veio acompanhado de otimização constante de campanha — o que manteve o custo por lead sob controle mesmo com mais dinheiro entrando no sistema.
Investimento, Faturamento e Retorno (Jan–Jul/2026)
A partir de janeiro de 2026, com o faturamento metrificado por venda, foi possível calcular o retorno exato sobre o investimento em tráfego, mês a mês:
| Mês | Investimento | Faturamento Gerado | Retorno (ROAS) |
|---|---|---|---|
| Janeiro/2026 | R$ 960,41 | R$ 182.000,00 | 189,5× |
| Fevereiro/2026 | R$ 1.609,61 | R$ 105.388,00 | 65,5× |
| Março/2026 | R$ 2.259,80 | R$ 112.000,00 | 49,6× |
| Abril/2026 | R$ 2.557,49 | R$ 37.000,00 | 14,5× |
| Maio/2026 | R$ 3.023,70 | R$ 162.250,00 | 53,7× |
| Junho/2026 | R$ 2.320,65 | R$ 29.061,00 | 12,5× |
| Julho/2026 | R$ 2.216,11 | R$ 112.307,00 | 50,7× |
| TOTAL (7 meses) | R$ 14.947,77 | R$ 740.006,00 | 49,5× |
Nem todo mês teve o mesmo desempenho. Abril e junho tiveram retorno bem abaixo da média (14,5× e 12,5×) — variação natural em negócios de evento, onde o ciclo de decisão do casal e a sazonalidade de datas disponíveis afetam diretamente quando o fechamento acontece. Mesmo nos meses mais fracos, o retorno segue muito acima da média de qualquer canal de mídia paga.
Em janeiro, o retorno de 189,5× é um pico sazonal — provavelmente decisões de casamento fechadas no início do ano, período tradicionalmente forte para o segmento. Desconsiderando esse mês fora da curva, o retorno médio do período fica em 41,1× — ainda assim, muito acima da média de mercado para qualquer canal de aquisição paga.
O investimento em tráfego pago representa, em média, menos de 2% do faturamento gerado no mesmo período. Isso é possível porque o ticket médio por venda no segmento de casamentos é alto — cada lead convertido em contrato fechado vale, em média, muito mais do que custou para ser gerado.
O que a Parceria Já Entregou
O número que melhor resume o case não é o ROAS isolado — é a relação entre ticket médio (R$ 24.667) e investimento por lead. Com CPL controlado e ticket alto, cada venda fechada paga sozinha o investimento de meses inteiros de tráfego.
O Resultado Só Existe Porque Foi Medido
Antes da V4 Mundim entrar, o cliente já rodava anúncios. O que faltava não era investimento — era visibilidade. Sem conectar lead a venda fechada, é impossível saber se uma campanha está dando lucro ou prejuízo, mesmo que o CPL pareça bom no relatório de mídia.
As duas fases deste projeto — estruturar primeiro, medir depois — são a ordem certa. Medir uma operação de tráfego ainda imatura gera números instáveis e decisões precipitadas. Medir uma operação já estruturada, com volume e qualidade de lead consolidados, é o que permite enxergar o retorno real e escalar com segurança.
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