01 — Quem é

Kevin Lane Keller

Keller é professor de marketing na Tuck School of Business, em Dartmouth. É autor de Strategic Brand Management, um dos livros-texto de branding mais usados no mundo, e coautor de Administração de Marketing com Philip Kotler nas edições mais recentes.

Seu artigo "Conceptualizing, Measuring, and Managing Customer-Based Brand Equity", publicado no Journal of Marketing em 1993, é a base do modelo CBBE.

02 — Conhecimento

Conhecimento de Marca: Lembrança e Imagem

Para Keller, brand equity baseado no consumidor é o efeito diferencial que o conhecimento da marca tem na resposta do cliente ao marketing. Esse conhecimento tem dois componentes: consciência (reconhecer e lembrar a marca) e imagem (as associações ligadas a ela).

As associações que constroem valor são fortes (lembradas com facilidade), favoráveis (desejáveis para o cliente) e únicas (não compartilhadas com concorrentes). Uma associação forte e favorável, mas igual à do concorrente, não diferencia.

03 — Pirâmide

A Pirâmide de Brand Equity

Em trabalhos posteriores, Keller organiza a construção de marca em quatro etapas, cada uma respondendo a uma pergunta do cliente:

EtapaPergunta do clienteBlocos
IdentidadeQuem é você?Proeminência (salience)
SignificadoO que você é?Desempenho e imagem
RespostaO que acho de você?Julgamentos e sentimentos
RelacionamentoQual é a nossa relação?Ressonância
04 — Comunicação e Experiência

Comunicação Cria Expectativa, Experiência Confirma

O ponto mais útil do modelo é que as associações não vêm só da propaganda. Vêm do uso do produto, do atendimento, do preço, do canal, do boca a boca. O bloco de desempenho é construído pela experiência; o de imagem, em boa parte pela comunicação.

Quando os dois se contradizem, a experiência vence. Uma campanha que promete atendimento próximo e um WhatsApp que demora dois dias para responder criam uma associação — só que negativa.

Ressonância

O topo da pirâmide é ressonância: lealdade comportamental, apego, senso de comunidade e engajamento ativo. É onde retenção e marca se encontram — e onde a maior parte das empresas nunca chega porque para no anúncio.

05 — Aplicação

Como Usar o CBBE na Prática

Comece pela base: a marca é lembrada na categoria certa, no momento da compra? Sem proeminência, as etapas de cima não importam. Depois, liste as associações que você quer que sejam fortes, favoráveis e únicas, e verifique quais delas a experiência real sustenta.

Meça com perguntas simples: qual marca vem à cabeça quando pensa em X? O que você lembra sobre nós? O que nos diferencia? As respostas mostram em qual degrau da pirâmide está a restrição.

Marca forte começa por saber onde está a restrição

Em uma conversa dá para mapear se o que limita o resultado é lembrança de marca, oferta, conversão ou retenção — e o que muda o número primeiro.

Falar com nossa equipe