Marketing 7.0: A Ciência Cognitiva Entra no Campo
Philip Kotler lançou o primeiro livro da série em 2010 com Marketing 3.0. Dezesseis anos e quatro volumes depois, o Marketing 7.0 (2026) representa a síntese mais ambiciosa da série: a convergência entre ciência cognitiva, inteligência artificial e marketing.
A tese central é provocadora: o destino sempre foi a mente humana. Cada evolução do marketing foi, no fundo, uma tentativa cada vez mais sofisticada de influenciar como o cérebro humano percebe marcas, forma memórias e toma decisões. Marketing 7.0 é a primeira vez que isso é dito de forma explícita — e operacionalizado em frameworks acionáveis.
"Marketing is market-ing — um processo contínuo de adaptação a um mercado em constante mudança."
Três fatores tornam o livro urgente: (1) a IA generativa virou mainstream, criando risco de homogeneização do marketing; (2) consumidores se tornaram "humanos aumentados", com hábitos radicais de filtragem e consumo; (3) a ciência cognitiva acumulou evidências suficientes sobre como o cérebro decide para que isso seja aplicado em escala nos negócios.
O padrão mais frequente em empresas brasileiras é investimento desbalanceado em performance (anúncios, CPC, ROAS) com pouca atenção à construção de marca — o que Kotler chama de "armadilha do performance". Marketing 7.0 é, em grande parte, um argumento técnico e científico para por que isso é insustentável.